Muitas pessoas partilham da mesma dificuldade: não conseguem expressar-se de forma equilibrada. Quando falam, acabam por dizer demais, magoar os outros ou ser mal interpretadas. É aqui que entra o conceito de comunicação assertiva, tema cada vez mais valorizado no ambiente corporativo, mas igualmente importante nas relações familiares, sociais e de amizade.
Quem nunca conheceu o famoso “fala barato” ou aquela pessoa que monopoliza uma conversa, sem dar espaço ao outro? A comunicação assertiva não se limita às palavras; envolve também postura corporal, expressões faciais e gestos, elementos que reforçam ou contradizem a mensagem. Ser assertivo é alcançar um equilíbrio entre clareza, respeito e objetividade.
No entanto, a realidade mostra-nos outra tendência: discursos agressivos, corretivos ou até autoritários, que tentam impor poder ou superioridade, seja pela hierarquia ou simplesmente pela necessidade de controlo. Também são comuns as falas extensas e vazias, sem conteúdo ou sem engajamento, assim como os discursos em que as palavras dizem uma coisa e a linguagem corporal transmite outra. Este último caso é, provavelmente, o que mais confunde e desgasta qualquer audiência.
Há uma regra básica da comunicação: quando o recetor não entende por completo a mensagem, a responsabilidade recai sobre o emissor. Isto acontece porque a mensagem não foi transmitida da forma mais adequada, ou não foi ajustada ao perfil do ouvinte.
Desenvolver esta competência não é fácil exige treino, autoconsciência e vontade genuína de melhorar. Mas a boa notícia é que é possível. Aliás, um primeiro passo já bastante significativo é aprender a não comunicar de forma errada. No ambiente corporativo, por exemplo, saber escolher o momento certo para falar (ou, muitas vezes, a coragem de permanecer em silêncio) já é sinal de maturidade e profissionalismo.
Parece um paradoxo, mas a habilidade de saber calar-se em determinadas circunstâncias é tão desafiadora quanto a de expressar-se assertivamente. Ambas exigem autodomínio, inteligência emocional e capacidade de leitura do contexto.
Por isso, ao refletir sobre este tema, faça a si mesmo duas perguntas:
Hoje, qual destas capacidades domina melhor o silêncio consciente ou a comunicação clara?
E, sobretudo, está disposto a desenvolver ambas para melhorar os seus resultados pessoais e profissionais?
Na Personal Evolution Consulting, ajudamos pessoas e equipas a desenvolver competências de comunicação assertiva através de programas personalizados, com metodologias práticas que permitem alinhar discurso, corpo e intenção. Afinal, comunicar bem é mais do que falar: é construir relações mais saudáveis, fortalecer a confiança e alcançar objetivos com mais clareza e respeito.